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Absolutamente fanstástico este texto da Maria Bijóias.
Definiu muito bem as relações de dominação ou seja do dominador ou/e dominado.
Em uma linguagem simples e que a meu ver se aplica a qualquer tipo de relação e não somente no trabalho.
Boa leitura e reflexão para você que chegou até aqui,neste blog
bjk
Jane
"Assédio é uma palavra que normalmente se associa a situações de cariz sexual. Porém, essa é uma visão muito restritiva. Na realidade, assédio constitui todo e qualquer comportamento impróprio, inconveniente ou excessivo que, de forma reiterada, comprometa a dignidade ou a integridade física e/ou psíquica de uma pessoa. No contexto do emprego, trata-se da degradação propositada das condições ou do ambiente de trabalho, através de ameaças (mais ou menos implícitas ou explícitas), comportamentos hostis, comunicações não éticas, etcétera, que têm como objectivos a inabilitação, o abatimento moral e a desestabilização emocional do(a) visado(a).
O assédio moral distingue-se de um vulgar conflito laboral pela ausência de igualdade entre as partes. Na realidade, o que existe é uma relação dominador/dominado, em que o “estratega” estabelece as “regras” do “jogo”, minuciosamente delineadas para a submissão do outro até à total perda de identidade. Este, por seu turno, embarca num quadro de miséria física, psicológica e social tão duradoura quanto a astúcia do assediador e a sua própria falta de capacidade para se libertar o permitirem. Por outro lado, a “guerra” não é aberta, “oficial”, o que atira o escondido, o não dito, para um palco de desconfiança, insegurança e medo.
Para se poder considerar uma conduta abusiva como assédio moral é necessário atentar nalguns pontos fundamentais: a veemência da violência psicológica (a gravidade deve ser medida partindo do conceito objectivo de uma pessoa dita normal, porque a vulnerabilidade excessiva a que ficam votadas as pessoas afectadas por alguma patologia é susceptível de as fazer viver com extrema ansiedade situações que, por si, não desencadeariam tal estado de espírito); a continuidade dos episódios no tempo (sendo preciso uma curva temporal suficiente para originar impacto real e ocasionar actos que consubstanciem verdadeira perseguição); a repetitividade da humilhação (passível de interferir na vida do humilhado a ponto de abalar a sua dignidade e as relações afectivas e sociais, cujos possíveis danos na saúde física e mental poderão culminar em improficiência laboral, desemprego e até a morte!); a intencionalidade de provocar sofrimento ao(s) colega(s)/subordinado(s) com a finalidade de o(s) marginalizar; e a transformação dos danos psíquicos em doença, atestada medicamente.
Dentro do assédio moral no trabalho englobam-se atitudes de várias naturezas, levadas a cabo com o invariável intuito de deitar abaixo uma ou várias pessoas. Fazer comentários maldosos em público, inventar ou produzir erros no trabalho alheio, pedir tarefas com uma urgência inexistente, ignorar a presença do trabalhador, impor horários incompatíveis com a vida pessoal do colaborador, isolá-lo do convívio com os colegas ou privá-lo da hora de almoço, não fornecer o material indispensável à realização das funções, não cumprimentar, ordenar trabalhos muito aquém das competências do funcionário, estimular a discriminação entre colegas, não atribuir qualquer tarefa a um empregado, imputar rótulos do género “fraco”, “incompetente”, “incapaz”, demitir sem justa causa (ou levar ao pedido de demissão), controlar as idas ao médico, fazer desaparecer atestados de saúde, multiplicar burocracias, colocar uns colegas a supervisionar outros e espalhar boatos, são exemplos de procedimentos inerentes a um processo de assédio moral no emprego. O stress, não concretizando uma forma de assédio, é, pelo desgaste que gera, um terreno assaz fértil para que se instale o referido processo. As consequências serão tanto mais severas quanto a consciência que se tem do evidente propósito de prejudicar.
Os danos mais frequentes do assediado passam por cansaço exagerado, nervosismo, enxaquecas, distúrbios do sono, irritação permanente, ruminações constantes, perturbações da memória, tremores, hipertensão arterial, tristeza profunda, alteração da personalidade (com nota dominante para uma agressividade crescente), evitação de circunstâncias que tragam associações à tortura psicológica, inversão da escala de valores, pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio, desordens do aparelho digestivo, com eventual perda ou ganho consideráveis de peso, hipotético consumo de álcool ou drogas, dores de cabeça, musculares e na coluna, falta de confiança em si, projecção negativista do futuro, agravamento de enfermidades previamente manifestadas, angústia, ansiedade, mágoa, ressentimento, sentimento de fracasso, caos interior, vergonha, culpa, sensação de se ter sido traído(a) e de inutilidade, infelicidade genuína. A estes malefícios podem juntar-se os estragos do desemprego massivo, que incrementa o temor e a sujeição dos trabalhadores, qual vassalagem obrigatória volvidos que estão quase duzentos anos do término da escravatura (legalmente falando, é claro).
O assediador pode actuar isoladamente ou em conjunto com outros comparsas igualmente perversos, dotados de carácter narcisista, que, não suportando a própria dor, a solidão e as contradições que não conseguem admitir em si, assim como a felicidade e o prazer de viver que reconhecem noutros, atacam a auto-estima destes, procurando alcançar o poder ou manter-se nele a qualquer custo, numa busca insaciável de gratificação e de ocultação da incompetência intrínseca.
O assediado, por outro lado, ou seja, a vítima de antemão designada pelo assediador, é activo e competente, responsável, bem-educado, dotado de alguma aptidão acima da média (um negligente, passivo, sem valiosas qualidades profissionais e morais não suscitaria a inveja e o fascínio do assediador nem o faria sentir-se ameaçado), mas também ingénuo, crédulo e com necessidade do amor e da admiração daqueles que o rodeiam, e que receia a desaprovação e tende a culpar-se de tudo. Fragilizado deste modo, o assediado acaba por adoptar posturas induzidas pelo agressor.
O assédio moral é um risco invisível, mas muito concreto, no que concerne às relações e condições de trabalho. Toda a sintomatologia psico-físico-emocional, nomadamente as dificuldades de aprendizagem, de concentração e do sono, a ansiedade, o esquecimento, a irritabilidade, a indecisão e a fadiga podem converter-se em factores favoráveis à ocorrência de acidentes de trabalho, retracção de amizades, casamentos arruinados, aumento das despesas com medicamentos, perda de bens patrimoniais. É um caso muitíssimo sério…"
Escrito por: Maria Bijóias Tema: Empresariais/ MMULHER
Queridos e "silenciosos" leitores:
São 4:38 DA manhã.
Acabo de assistir ao filme "Ensaio sobre a Cegueira" baseado no livro de José Saramago.
Segue uma pequena sinopse que não chega nem perto dos impactos do filme.
Filme do qual cada um extrai aquilo que lhe toca.
E , são tantos os temas que se revolveram dentro de mim, que estou atordoada.
Belíssimo!!
Talvez o filme mais incrível que já assisti.
Impactante.
Realista.
Toca as profundezas da alma e do espírito
Toca o coração
Belíssimo mesmo !!!
E claro, não é um filme "leve" de tão realista.
Tomara que eu consiga dormir... Pq estou efervescente.
Preciso mais de silêncio que de sono...
Segue abaixo a sinopse e o link (filme dublado) para quem quiser baixar e tiver como gravar em DVD.
Se não, sempre há nas locadoras.
Que mulher corajosa a personagem do filme!
Firme, doce, humana e sábia
Sinopse
Resumo livro ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA
Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma "treva branca" que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, OS cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas.O "Ensaio Sobre a Cegueira" é a fantasia de um autor que nos faz lembrar "a responsabilidade de ter olhos quando OS outros OS perderam". José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti. Cada leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago nos obriga a parar, fechar OS olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante DA pressão dos tempos e do que se perdeu: ´uma coisa que não tem Nome, essa coisa é o que somos´.
"O que realmente nos separa dos animais é a nossa capacidade de esperança
Autor: José Saramago
LINK do site sobre o filme onde tem um trailler:
Vou ter que assistir algumas vezes ainda.
Há muito o que rever, observar, refletir e re-pensar quem sou
Beijocas
Jane

Sempre pensei:
"Por que não sairmos de nossa zona de conforto e em vez de trazermos profissionais , de fora, somente, e irmos a lugares como Esalen Institute para nos arriscarmos um pouco dentro da filosofia da Gestalt tão bem representada pela Teoria De Auto Regulação Organísmica?
Participei de quase 2 meses do Work Scholar Program em Esalen há anos atrás.
Eu e Silvio Henrique , com quem trabalhei alguns anos, dando as formações no Rio de Janeiro.
A experiência foi ímpar.
Participei de um grupo só de estrangeiros, para vivência e supervisão com Christina Price.
Foi uma das coisas mais importantes vivenciadas por mim, pq validou a formação que fiz com Maureem Miller, mostrou-me que nós latinos superamos em muito, o nível de contato e qualidade de contato em atendimentos que fizemos para sermos supervisionados.
Participei de workshop com Hector Prestera sobre leitura corporal.
Recebi massagens de diversos tipos e aprendi muito sobre isto, visitei a escola que existe para crianças (Gazebo) e aprendi coisas importantíssimas na forma de lidar e tratar crianças,que estão além dos livros de GT.
Por exemplo, qdo uma criança cai no chão e chora, vc não deve pegá-la no colo e consolá-la.Vc se deita ao lado dela no chão, consola-a e qdo ela estiver pronta, ela se levantará sozinha.E com isto, terá sua auto-estima preservada e sem se sentir dependente e humilhada por ter caído.
Leia sobre a escola AQUI
Tive que lidar, transformar e transpor inúmeros preconceitos e vergonhas, como a nudez em público que lá era extremamente natural nas banheiras de águas quentes naturais.
Saí de lá, apossada de mim.Consciente do que precisava trabalhar em mim.E muito mais auto confiante como terapeuta.
Fui de um jeito e voltei transmutada, sem medo de ser quem sou.
LIVRE para SER
Porque , atualmente, a maioria não sai de sua zona de conforto ???
Porque vcs não se organizam em pequenos grupos e vão ???
A vista do Pacífico é maravilhosa já que Esalen fica em um penhasco
Big Sur é de um silêncio e beleza inigualáveis.
Próprios para os mais profundos "Awareness"
Segue abaixo um trecho da entrevista dada por Dick Price a Wade Hudson
Wade Hudson, um escritor de San Francisco e ativista que foi envolvido em uma situação de vida de inovação cooperativa.
Ele tinha trazido alguns membros de sua comunidade para Esalen para participar de uma oficina de Gestalt com Dick Price
Segue sua entrevista com ele
WH: Então é a Gestalt como vc pratica fundamentalmente a mesma que você aprendeu de Fritz ou você fez as alterações?
DP: Bem, Fritz fez um forte ponto ao dizer:
'Eu não quero treinar um monte de Fritzes .
O que eu tenho de Fritz eu coloquei na minha própria garrafa de vinho
Há semelhanças básicas e há muitas diferenças também.
Eu sou Dick e eu não sou o Fritz.
Tenho muito apreço pela permissão de Fritz de «pegue o que eu tenho e faça suas próprias coisas com elas."
Ele era muito bom assim. Eu não acho que uma escola padronizada de Gestalt realmente existe.
Há tentativas de institutos de Gestalt, mas eu não acho que a Gestalt é algo a ser padronizada
e eu realmente não sei muita coisa sobre os institutos da Gestalt.
Eu realmente nunca tinha me interessado.
Eu tive a minha relação com um mestre e tanto quanto eu posso ver que
não há motivo para eu ir a uma escola da Gestalt, mesmo se tal fosse
possível, o que eu acho que não é em termos de padronização de um
produto.
Visite os sites:
1-http://www.esalen.org/
2-http://www.esalen.org/place/
3-http://www.esalenctr.org/
4- http://www.cleveland.com/living/index.ssf/2009/01/esalen_institute_in_big_sur_ca.html
Caso vc tenha preguiça de ler tudo em inglês, use o tradutor Google
E depois,se desejar,venha trocar idéias aqui
bjks
Atendendo a pedidos seguem abaixo os slides do trabalho sobre Fechando Feridas Afetivas do Congresso de Vitória:
ARELIBE:
SABAWONA:
Há um filme muito interessante sobre o tema abaixo, chamado "Doubts" com Merryl Streep, passado em um colégio católico e onde a personagem de Merryl Streep começa desconfiando da conduta de um padre (Philip Seymour Hoffman) em relação ao aluno e fica convicta que ele abusa do menino, sem nenhuma prova.
Se forem assistir, prestem atenção no sermão do padre sobre a Dúvida e na fala atormentada dela no final do filme.
bjk

"A fofoca é uma doença. Uma doença da alma e que se difundiu principalmente pelos países latinos, mormente nas cidades mais provincianas e por entre as pessoas mais atrasadas.
Portanto é uma doença social.
Tanto assim que existe no Brasil até mesmo um livro escrito pelo Psiquiatra
Dr. José Angelo Gaiarsa, intitulado "Tratado Geral Sobre a Fofoca" (Summus Editorial),
livro este que todos devem estudar para conhecer bem os sintomas dessa doença.
É preciso conhecê-lo muito bem, porque mesmo aqueles que se supõem imunes, carregam consigo o vírus.
Por exemplo, quando a pessoa acha que não é fofoqueira porque nunca fala de
ninguém... mas ouve !
Ouve e acredita. Ouve com certa curiosidade mórbida.
Dá ouvidos e, portanto, estimula o outro fofoqueiro"
"A fofoca nem sempre é criada pelos seus inimigos.
Até bem pelo contrário, quem mais contribui para com ela são os seus amigos.
Pessoas muitas vezes bem intencionadas mas mal educadas ou mal informadas,
distraídas ou imaginativas, que passam adiante uma inverdade..."
..."Mas Também Existe a Intriga. Com o que expusemos acima não estamos afirmando
que não exista a intriga, isto é, a fofoca feita de propósito e com má fé"...
... "Quem Faz a Intriga Proposital. Pouca gente faz isso. Mas haverá sempre pessoas
invejosas e de baixos escrúpulos que se sentirão ofendidas pelo seu sucesso e se
tornarão seus inimigos gratuitos"...
... "Maledicência Contra Nós Não Funciona... Portanto, quando você for alvo de
ataques, o fundamental é não entrar em pânico, não se desesperar, nem ao menos
se aborrecer. Terá sido uma lisonja que os seus adversários lhe fizeram, pois
acabaram de declarar publicamente que tem medo de você e que seu trabalho é bom. Só se atiram pedras nas vidraças íntegras, nunca nas que já estão quebradas".
... Quando você escutar algum mexerico sobre uma pessoa amiga não tenha acanhamento
em dizer em alto e bom tom:
"Não acredito numa palavra do que o senhor está dizendo.
Saiba que sua atitude é de uma baixeza inominável.
Considere nossa amizade terminada.
Hoje é dele(a) que você fala,amanhã será de mim “
ANTÍDOTOS:
- o acordo tácito entre nós de que quando alguém tiver algo a comentar, não mandará recado, mas sim falará diretamente com a pessoa interessada
- brinque do exercício usado na antiguidade e que chegou aos nossos tempos com o nome de "telefone sem fio", o qual consiste em formar-se um círculo de pessoas e passar uma frase à primeira, para que ela passe adiante e assim sucessivamente até que chegue ao último do círculo.
As distorções são tão grandes e absurdas que nos fazem compreender como surgem os falsos rumores. E, ao mesmo tempo, vacinam as pessoas mais inteligentes para que não acreditem no que ouvirem, seja lá de quem vier a notícia, até das pessoas mais críveis.
Adaptado do site
Vivendo e mudando.
Enquanto isto,é bom ler o livro do Gaiarsa
Sintam-se a vontade para comentar...
Estamos criando um espaço de diálogo sobre assuntos e temas que sejam do interesse de vocês que nos leem.
Qualquer tema que vc queira postar e abrir para uma situação de interatividade, é só enviar email
que colocamos aqui para que vc possa ler os comentários a respeito, responder, clarear e etc.
Esperamos muitos etcs...
E sejam bem vindos ao espaço
Acima deste post, estou postando um artigo muito interessante que encontrei sobre "Fofoca".
Tema muito bem explorado por José Angelo Gaiarsa em seu livro "Tratado Geral da Fofoca"
beijoca